Educação emocional - o que é isso?
Hoje em dia sabemos que, desde
pequenas, as crianças são capazes de sentir todas as emoções de um adulto, só
que ainda não sabem como percebê-las, rotulá-las, compreendê-las, nem
regulá-las. Tudo isto precisa de ser aprendido. Ora, para poder aprender a
regular as suas próprias emoções é necessário, antes, que a criança
aprenda os passos precursores essenciais de perceber, identificar, rotular e
compreender os seus eventos emocionais. A capacidade de perceber é inata, mas
precisa de ser amadurecida. As de identificar, rotular e compreender, ao
contrário, são organizadas, pouco a pouco, na interação social. Não sendo,
portanto, naturais, precisam de ser aprendidas. E, refira-se de passagem,
trata-se de uma aprendizagem que demora muitos anos a processar.
O que permite o desenvolvimento de
uma consciência emocional é o exercício continuado de tentar descrever as
emoções sentidas, expressando-as por meio de palavras e do uso de etiquetas ou
rótulos verbais precisos. É fundamental ser capaz de identificar as próprias
emoções para entendê-las e para, só depois, conseguir entender as dos outros.
Só quando se consegue avaliar com exatidão o que os outros sentem é que se pode
reagir de forma solidária. Daí se conclui, portanto, que não se pode pretender
ensinar solidariedade, sem antes educar emocionalmente.
Quando as crianças não desenvolvem na infância estas habilidades e competências sócio-emocionais, podem tornar-se adultos insensíveis e indiferentes à dor e ao sofrimento alheios, inclusive quando estes são causados por si mesmo. Por isso, a educação emocional e a educação de valores são importantes, desde a infância, para promover o desenvolvimento de uma personalidade socialmente equilibrada.
Da mesma forma que valores e
atitudes são aprendidos em situações concretas, e não teoricamente, também
assim é com a regulação eficaz das próprias emoções. Grande parte desta
aprendizagem ocorre conscientemente, ou inconscientemente, por imitação dos
adultos. Um problema sério, já que a expressão da raiva é, muitas vezes, a
única modalidade de emoção que as crianças veem os adultos à sua volta
expressar. Pior ainda é quando esta é expressa em conflitos irrefletidos e, por
vezes, até violentos. E o que dizer dos modelos que são bombardeados
continuamente pelos media?
Reações emocionais inteligentes
precisam de ser aprendidas com o auxílio de outros e pela prática e
exercício continuados, não somente por preceito e instrução verbal. As crianças
precisam de modelos, exemplos e de intervenções pedagógicas para aprenderem a
lidar com as suas próprias emoções. Isto deve ser feito não só em casa, como
também na escola. Como educadores, devemos estar atentos às situações que
favorecem esta aprendizagem.
A educação emocional é um desafio da
escola no século XXI.
Referências
bibliográficas
- Périssé, P. (2007). Educação emocional. Retirado março 19, 2013, de http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=7CE12D5DC5204CFEBF5148D368B781BD&channelid=8A4D0E7C9C13D646AD251EDC9DBAA203&schemaid=&opsel=2.
- Carvalho, K. (2010). Educação emocional. Retirado março 19, 2013, de http://www.educacaoemocional.com/o-que-e/

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