segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Páscoa na Creche “Tia São”



A Páscoa cedo chegou à sala de Creche da “Tia São”! Os coelhos, animal que se reproduz com uma velocidade estonteante, sendo uma ode à família, também se reproduziram na nossa sala. 


Depois chegaram os ovos da Páscoa, símbolo do nascimento. Ali dentro, há uma vida por vir ao mundo. Pintamos e colámos pequenos pedacinhos de papel coloridos. 


Depois foi altura de elaborar os nossos presentes da Páscoa. Lindos cestos coloridos que depois foram recheadinhos de ovinhos de chocolate. 


Elaborámos, também, os nossos postais da Páscoa. 


Por fim, pintamos com aguarelas muitos coelhinhos da Páscoa para afixar à entrada da nossa sala. 


Educadora de Infância Zusana Diaz

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nascido para ler - atividade da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira


atividade: nascido para ler – estórias do tamanho da minha altura: O coelhinho branco
sinopse: este projecto destina-se a crianças que começam a dar os primeiros passos no mundo dos livros e da leitura. É uma hora de conto, com novos contos e modos de contar; e como contas num colar, que se podem pôr e tirar conforme a cor que se quer usar.
público-alvo: 6 aos 36 meses ( acompanhadas por um adulto)
data: 6 ou 20 de abril
hora: 10h30 ou 11h15
local: bebeteca
orientado por: núcleo pedagógico

Para participar devem reservar sessão através do e-mail: bmfeira@gmail.com, ou por telefone: 256 377030.
Nota: Todas as crianças que participam nesta atividade devem ser leitoras da biblioteca municipal. Podem sempre inscrevê-las no dia da sessão, para isso devem ser portadoras dos documentos da criança (BI, Cédula ou Cartão de cidadão) e documento justificativo em como residem no concelho (fatura de água, luz, carta de condução).

Lembramos que estas sessões são destinadas para crianças apenas dos 6 até aos 36 meses.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Algumas atividades do mês de Março na Creche


A Primavera já chegou definitivamente à nossa sala! 


Ouvimos e vimos na Internet a história de José Saramago, “A maior flor do mundo”. Adoramos! Depois pintamos flores utilizando uma nova técnica - molas da roupa e esponjas – e o produto final não podia ser melhor! Ficou muito bonito! A porta da nossa sala ficou muito colorida! Para dar o toque final, às flores coloridas colamos CD's velhos e depois escrevemos os nomes de cada um dos meninos da sala.





Para o Pai, cada um dos meninos colou numa gravata pequenos pedaços de feltro coloridos – e este foi o nosso cartão! Como não podia deixar de ter uma mensagem, escrevemos um pequeno “trecho” da história que lemos no Dia do Pai, dia 19 de março, “Eu e o meu papá” (editora Minutos de Leitura). 


Pintamos também molas da roupa e espátulas dos Doutores que se transformaram num lindo avião colorido, que depois foi embrulhado em papel celofane azul! Tudo isto para dizer o "o quanto gosto de ti papá". A pequena festinha do Dia do Pai foi celebrada ao som de música de André Sardet - "Adivinha o quanto gosto de ti". 

Zusana Diaz - Educadora de Infância

Educadora Infor+




Aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças com 2-3 anos de idade - parte II

Qual a importância do estudo dos 2-3 anos de idade para uma intervenção junto de crianças com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.)?

O estudo dos 2-3 anos de idade revela-se fulcral para uma intervenção junto de crianças com N.E.E., porque é importante que o educador tenha em conta os marcos do desenvolvimento considerado normal para crianças com esta idade. Tendo em mente estes marcos do desenvolvimento estará mais alerta para crianças que se estão a desenvolver fugindo um pouco do que seria esperado para a idade dos 2-3 anos. Para além disso, a faixa etária dos 2-3 anos é fundamental no que diz respeito à aquisição e desenvolvimento da linguagem de uma criança, uma vez que o conteúdo expresso oralmente pelas crianças desta idade traduz-se cada vez melhor através de uma forma sintática, morfológica, articulatória e semanticamente mais apurada e os temas abordados nestes três primeiros anos de vida estão ligados ao contexto pragmático vivenciado pelas crianças. O seu dia-a-dia ainda fornece a maior parte dos assuntos que a criança quer ver expressos e que, aliás, ela é capaz de tratar oralmente, quer em compreensão quer em produção. Por todos estes motivos, é de facto importante saber de que forma (pelo menos geral) se processa a aquisição e o desenvolvimento da linguagem em crianças desta idade.
Os processos, conteúdos e formas das aquisições nesta fase e nas restantes começam a ser descritos e explicados cada vez melhor e mais profunda e precisamente. Mas, quando o desenvolvimento não se efetua segundo os critérios estabelecidos pelas normas em vigor ou nas melhores condições, convém de imediato analisar se se trata de um atraso ou de um desvio neste desenvolvimento. Quando os especialistas consideram que existe “atraso de linguagem”, entendem que o desenvolvimento se processará segundo os parâmetros considerados normais, mas fora do prazo normalmente atribuído para que tal aquisição aconteça.
Por exemplo, sabe-se que o “porquê” surge por volta dos 3 anos de idade, assim como a utilização do pronome pessoal “eu” (mais precisamente aos 34 meses, em média). Se estas duas aquisições não se manifestam até à criança completar os seus 36 meses, o educador terá de pousar sobre ela um olhar atento a fim de verificar se existem mais situações de atraso, nas noções que a criança deveria manipular com certo à-vontade e que ela ainda não parece ter experimentado linguisticamente.
Quando a criança nasce portadora de uma deficiência, por isso cujo diagnóstico se resume frequentemente a um nome (síndrome de…, Trissomia 21, surdez, cegueira, …), especialistas e familiares estão normalmente mais prevenidos em relação às dificuldades fortemente prováveis, para não dizer óbvias, do desenvolvimento da linguagem.
Nestes casos, jogar-se-á frequente e paralelamente com dois tipos de dificuldades: o atraso nas aquisições, que irão efetuar-se num ritmo muito mais lento e segundo etapas mais duradoiras até passar para a etapa seguinte, e o desenvolvimento atípico, constituído por dificuldades específicas, particulares à patologia em causa ou pertencentes ao indivíduo em si; o que quer dizer que estas dificuldades serão, por um lado, previsíveis (porque estudadas no âmbito das patologias em causa e descritas mais ou menos pormenorizadamente) e, por outro, assintomáticas (porque idiossincráticas, individuais). Em ambos os casos será importante que o educador identifique as dificuldades das crianças, para posteriormente poder intervir (e estimular) o mais precocemente possível (ao nível educacional, terapêutico, por exemplo) e evitar atrasos muito significativos, os quais teriam lugar, certamente, se não se interviesse desde logo.
Crianças habituadas desde muito cedo no seu desenvolvimento a folhear livros, contactar com material escrito diversificado e submetidas a uma estimulação precoce atenta e esclarecida, seja ao nível da linguagem escrita como ao da oral, manifestarão maior propensão a desenvolver a sua linguagem de forma globalizante e funcional.
Devemos intervir e estimular precocemente a comunicação e a linguagem nas suas componentes orais e escritas, porque de facto é fundamental intervir, em Educação, de forma consciente e eficaz, para servirmos de verdadeiros agentes de desenvolvimento, favorecedores de processos harmoniosos e individualizados de uma aquisição plena. Cada indivíduo tem, efetivamente, o direito de desenvolver ao máximo as suas potencialidades. Este investimento precoce abre inúmeras possibilidades, não só em termos de educação, como de prevenção.

Referências bibliográficas
·         Rigolet, Sylviane A. (2000). Os três P: Precoce, Progressivo, Positivo. Comunicação e linguagem para uma plena expressão. Vol. 5. Coleção Necessidades Educativas Especiais. Porto: Porto Editora. 
·         Rigolet, Sylviane A. (2006). Para uma Aquisição Precoce e Otimizada da Linguagem. Linhas de orientação para crianças até 6 anos. Porto: Porto Editora.  
·         Silva, Ana Cristina. (2008). Bateria de Provas Fonológicas. Lisboa: I.S.P.A. Edições.
·         Sim-sim, Inês. (2006). Avaliação da Linguagem Oral: um contributo para o conhecimento do desenvolvimento linguístico das crianças portuguesas. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
·         Sim-sim, Inês; Silva, Ana Cristina & Nunes, Clarisse. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim de Infância. Textos de Apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação.

Zusana Matos Diaz (Educadora de Infância de Intervenção Precoce) »»»» 18/02/2013