quarta-feira, 22 de maio de 2013

Educadora Infor+


Educação emocional - o que é isso?

Hoje em dia sabemos que, desde pequenas, as crianças são capazes de sentir todas as emoções de um adulto, só que ainda não sabem como percebê-las, rotulá-las, compreendê-las, nem regulá-las. Tudo isto precisa de ser aprendido. Ora, para poder aprender a regular as suas próprias emoções é necessário, antes, que a criança aprenda os passos precursores essenciais de perceber, identificar, rotular e compreender os seus eventos emocionais. A capacidade de perceber é inata, mas precisa de ser amadurecida. As de identificar, rotular e compreender, ao contrário, são organizadas, pouco a pouco, na interação social. Não sendo, portanto, naturais, precisam de ser aprendidas. E, refira-se de passagem, trata-se de uma aprendizagem que demora muitos anos a processar.

O que permite o desenvolvimento de uma consciência emocional é o exercício continuado de tentar descrever as emoções sentidas, expressando-as por meio de palavras e do uso de etiquetas ou rótulos verbais precisos. É fundamental ser capaz de identificar as próprias emoções para entendê-las e para, só depois, conseguir entender as dos outros. Só quando se consegue avaliar com exatidão o que os outros sentem é que se pode reagir de forma solidária. Daí se conclui, portanto, que não se pode pretender ensinar solidariedade, sem antes educar emocionalmente.

Quando as crianças não desenvolvem na infância estas habilidades e competências sócio-emocionais, podem tornar-se adultos insensíveis e indiferentes à dor e ao sofrimento alheios, inclusive quando estes são causados por si mesmo. Por isso, a educação emocional e a educação de valores são importantes, desde a infância, para promover o desenvolvimento de uma personalidade socialmente equilibrada.

Da mesma forma que valores e atitudes são aprendidos em situações concretas, e não teoricamente, também assim é com a regulação eficaz das próprias emoções. Grande parte desta aprendizagem ocorre conscientemente, ou inconscientemente, por imitação dos adultos. Um problema sério, já que a expressão da raiva é, muitas vezes, a única modalidade de emoção que as crianças veem os adultos à sua volta expressar. Pior ainda é quando esta é expressa em conflitos irrefletidos e, por vezes, até violentos. E o que dizer dos modelos que são bombardeados continuamente pelos media?

Reações emocionais inteligentes precisam de ser aprendidas com o auxílio de outros e pela prática e exercício continuados, não somente por preceito e instrução verbal. As crianças precisam de modelos, exemplos e de intervenções pedagógicas para aprenderem a lidar com as suas próprias emoções. Isto deve ser feito não só em casa, como também na escola. Como educadores, devemos estar atentos às situações que favorecem esta aprendizagem.

A educação emocional é um desafio da escola no século XXI.

Referências bibliográficas
  • Périssé, P. (2007). Educação emocional. Retirado março 19, 2013, de http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?contentid=7CE12D5DC5204CFEBF5148D368B781BD&channelid=8A4D0E7C9C13D646AD251EDC9DBAA203&schemaid=&opsel=2.
  • Carvalho, K. (2010). Educação emocional. Retirado março 19, 2013, de http://www.educacaoemocional.com/o-que-e/

Zusana Matos Diaz (Educadora de Infância de Intervenção Precoce)

Educadora Infor+

Porque as crianças mordem?


Nada deixa uma mãe mais triste que pegar no seu filho e ver uma marca de mordidela no seu braço. Logo quer falar com o educador(a) para saber quem foi, que providências foram tomadas, além do pedido de maior cuidado para que isso não se repita. Contudo, será importante ter em consideração que não é por falta de cuidado do adulto que a criança morde, mas sim devido ao seu momento de desenvolvimento. Até por volta dos três anos de idade as mordidelas são normais entre as crianças, isto porque como a sua linguagem ainda não está totalmente desenvolvida (não fala com tanta fluência), não consegue expressar os seus desejos através da palavra, sendo as agressões físicas como os empurrões, puxões de cabelo e as famosas mordidelas o recurso mais rápido para responder a um desejo contrariado.



Além disso, nesta fase a criança é egocêntrica e acredita que o mundo funciona e existe em função dela. Uma das primeiras maneiras de relacionamento é a disputa por objetos ou pela atenção de alguém, um adulto especial. A intenção da criança ao morder é obter o mais rapidamente possível aquele objeto de desejo, já que não consegue verbalizar com fluência. O objetivo da criança é ter o seu desejo atendido, a noção de que causou dor e sofrimento no outro ainda não foi desenvolvida.



A integração social faz parte do crescimento, é uma aprendizagem, e as crianças não nascem sabendo as noções de boa convivência, muito menos o efeito que as suas ações tem sobre o outro e vice-versa, tudo isso é aprendido. Por isso, quando usa o recurso da mordidela para conquistar o brinquedo ou a atenção pretendida é preciso, de forma bastante tranquila e firme, mostrar-lhe as consequências da sua ação, mostrando que não é certo morder, pois magoa o outro. Aos poucos, e à medida que a linguagem for sendo desenvolvida e as construções sociais adquiridas, as mordidelas vão sendo substituídas pelo diálogo. Desta forma, o melhor é conversar com a criança.



O que fazer quando a criança morder


- Imediatamente diga-lhe: “NÃO”, em tom calmo, mas firme e com cara de desaprovação. Os maus hábitos devem ser cortados pela raiz.


- Cuide da criança que sofreu a mordidela e acolha-a.

- Evite que se estigmatize o seu filho como “a criança que morde”.

- Ao bebé que começa a caminhar (1 a 2 anos de idade), simplesmente o afaste do outro bebé que está a tentar morder.

- À criança pequena (2 a 3 anos de idade), diga-lhe: “Não é correto morder porque magoa as pessoas”.

- NÃO se deve, de nenhuma forma, MORDER A CRIANÇA para mostrar-lhe como se sente quando ela morde. Isso irá ensiná-la a ter um comportamento agressivo.

- Deve-se ter paciência e persistência para educar as crianças que mordem. Elas não irão aprender de um dia para o outro. Os pais devem repetir e repetir que MORDER NAO É BOM.

- Se a criança persistir em morder aos outros, não a leve nos braços nem brinque com ela por uns 5 minutos, após ela ter mordido. Estará a ensina-la que mordendo não te chamará a atenção.

 


Como evitar que a criança morda


Se o seu filho tem o costume de morder, é muito importante que o vigie. Podem ter-se em consideração algumas medidas para que as mordidelas não cheguem a ser concluídas:

1- Anime o seu filho a conversar e falar, através de um jogo, de um desenho, de algum trabalho manual, entre outro.

2- Quando o seu filho estiver a brincar com outra criança, esteja sempre atenta. Vigie o seu comportamento e oriente a forma de brincar entre eles.

3- Ensine o seu filho a compartilhar. Ele deve entender que ser amigo é também compartilhar.

4- Ensine o seu filho a esperar. Evite situações que possam irritá-lo ou cansá-lo, com frequência.



Importante! Raramente a mordidela é um ato de agressividade, e muito menos de violência, a não ser que estejam a viver alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados. Crianças, em determinada idade, mordem. Não só mordem como arranham e apertam. Algumas mais, algumas menos.



Referências bibliográficas

·          Bolsa de bebê. (2013). Porque as crianças mordem? Retirado março 12, 2013, de http://bebe.bolsademulher.com/1-a-3-anos/materia/por-que-as-criancas-mordem/.

·          Guia infantil. (2013). A criança que morde. Retirado março 12, 2013, de http://br.guiainfantil.com/mau-comportamento/166-a-crianca-que-morde.html.

·          Martins, R. (2008). Morder na Creche. Retirado março 12, 2013, de http://educacaodeinfancia.com/morder-na-creche/.

·          Pais modernos . (2012). Morder, beliscar, arranhar… faz parte, é coisa de criança! Retirado março 12, 2013, de http://paismodernos.com.br/2012/03/30/morder-beliscar-arranhar-faz-parte-e-coisa-de-crianca/.





Zusana Matos Diaz (Educadora de Infância de Intervenção Precoce)

sábado, 18 de maio de 2013

Crianças da Tia São brilharam em Festival Lúdico

Os Festivais Lúdicos das Piscinas Municipais de Santa Maria da Feira assumem um lugar de destaque no calendário anual da oferta de atividades lúdicas para as crianças da Tia São. Dedicado a todas as crianças inscritas nesta atividade desportiva, o festival é um evento único que acontece durante a primavera, numa festa em que a alegria e diversão são obrigatórias! 

No passado dia 11, voltamos a celebrar a alegria e a partilha de sorrisos e brincadeiras dentro de água, sob a temática do filme Madagascar.

Quando as crianças souberam que o dia se estava a aproximar ficaram eufóricas! A impaciência era notória nos dias que antecederam o evento. 

Assim que a apresentação começou, nem deram pelo passar do tempo. Pais e demais familiares assistiram com orgulho à prestação das suas crianças. No final, as crianças foram brindadas com um lanche delicioso e com insufláveis, onde puderam divertir-se por mais uns instantes, vivendo o festival com autêntico entusiasmo. 

A natação, juntamente com o inglês e o yoga formam o leque de atividades promovidas pela Tia São, para as crianças desde o pré-escolar até ao 2.º ciclo. 

Carlos Eduardo (Animador Sociocultural)


terça-feira, 14 de maio de 2013

Dia da Mãe na Creche



O Dia da Mãe foi vivido intensamente pelos meninos e mamãs da Creche “Tia São”. Ao longo das duas semanas que antecederão o dia da festa, as crianças foram preparando uma surpresa muito especial. Pintaram vasos, utilizando a técnica da esponja, para depois colocar terra no seu interior. Assim, a lembrança tornou-se “especial” porque implicou o trabalho dos meninos durante alguns dias mas às mamãs não coube (só) abrir e… já está! Colocámos um desafio às mamãs! Uma vez aberto o presente, mãe e filhote tiveram de se reunir à volta do mesmo e trabalhar para lhe dar sentido. Ou seja, tiveram de plantar uma cameleira, que tal como o amor entre ambos, crescerá forte e bonita. 

Mais importante que apoiar a ideia da dádiva como prova de amor à mãe, há que cada vez mais promover “presentes”, atividades, que permitam aos pais enquadrar-se nas evoluções, nas aprendizagens mas, muito especialmente, nos desejos dos filhos. As mães não podem estar tanto tempo como gostariam com os seus filhos mas, no tempo em que estão, por mais curto que seja, é bom fazerem coisas juntos. Pequenas. Aparentemente até sem importância, mas que farão uma diferença enorme dentro de cada uma das crianças e na pessoa que serão. 

Educadora de Infância Zusana Diaz

Últimas atividades na Creche “Tia São”


Aos poucos e poucos a Primavera foi entrando na nossa sala. Os pacotes de leite trazidos pelos pais foram ganhando cor, para depois serem integrados nos nossos painéis de Primavera! Borboletas são construídas (também) com embalagens de tubos de ensaio trazidos por uma mãe. Pintámos pássaros com a técnica do gelo (Ai que frio!) para colocar também nos dois painéis. 

Entretanto, a nossa horta biológica interior começa a ganhar forma, através da pintura de vários pacotes de leite que em breve terão terra e sementes no seu interior. Mas não é só de Primavera que se fala na nossa sala… Príncipes, princesas, reis e rainhas invadem o nosso castelo construído com pacotes de leite. Desenhos coloridos estão colados em cima das pinturas livres que os pequenos grandes pintores lá fizeram! 

Educadora de Infância Zusana Diaz